Generais de quatro estrelas do Alto Comando do Exército afirmaram a emissários de Lula que “não existe a possibilidade” de as Forças Armadas aderirem a qualquer movimento de desrespeito às urnas. Ou seja, dizem que não há chance de apoiarem um golpe de Jair Bolsonaro.

Segundo uma fonte petista disse ao Bastidor, os generais afirmaram que qualquer movimento interno de desafio à justiça eleitoral dificilmente seria admitido.

Disseram ainda que, em caso de algum distúrbio, os presidentes do Congresso e do Supremo Tribunal Federal podem convocar a Garantia da Lei e da Ordem. Nessa situação, as Forças Armadas podem ir às ruas para garantir a segurança, como fizeram em crises de segurança no Rio de Janeiro, por exemplo.

Interlocutores de Lula procuraram recentemente os generais devido à insistência do presidente Jair Bolsonaro em questionar a lisura das eleições e, ainda, em razão do empenho do ministro da Defesa, o general da ativa Paulo Sergio Nogueira de Oliveira, em agradar o chefe.

A conversa se deu de forma discreta, fora da caserna. Os lulistas queriam entender se existe risco de uma adesão das Forças Armadas ao golpe que Bolsonaro ameaça dar caso seja derrotado.

Um dos generais admitiu que o movimento do ministro da Defesa pode causar “certa dubiedade” quanto ao que poderá ser a posição das Forças Armadas no caso de derrota de Bolsonaro. Houve garantias de que os militares são servidores do Estado e não de um governo.