O ministro Luís Felipe Salomão deixou amigos e aliados magoados com movimentos que fez nos últimos dois anos, para tentar, sem sucesso, subir ao Supremo Tribunal Federal. Fontes próximas dizem que alguns se sentem abandonados, outros se perguntam se não foram suficientemente fiéis ao próximo vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça.
Dois casos mostram bem como Salomão desagradou aliados para angariar apoios. Um deles é a nomeação de Messod Azulay para o STJ, em 2022, a contragosto de Luiz Fux. O ministro do STF esperava que o grupo de magistrados mais influentes do Rio de Janeiro – Salomão entre eles – apoiasse o desembargador federal Aluísio Mendes.
Outra disputa por nomeação para o STJ deixou marcas. Em 2023, Salomão apoiou o desembargador Carlos Vieira Von Adamek, considerado favorito, durante quase toda a corrida. Na reta final, sentiu o cheiro da derrota e mudou: abandonou Adamek e compôs com os grupos favoráveis a José Afrânio Vilela e Teodoro Silva Santos – seus atuais colegas de corte.
Cearense, Teodoro foi escolhido por força da ‘bancada nordestina’ dos ministros do STJ. O mineiro Vilela chegou ao tribunal após uma blitz de Rodrigo Pacheco nos últimos dias da campanha pela vaga.

