Lula ameaçou retirar seu apoio a candidatos do PSB, principalmente no Nordeste, caso o impasse no Rio de Janeiro não seja resolvido.

Lula citou especificamente Pernambuco, estado com maior influência na legenda. Lula sugeriu que, se subisse no palanque de Marília Arraes (Solidariedade), principal adversária dos socialistas pernambucanos, ela venceria no primeiro turno. Ainda há tempo.

Em Pernambuco, Lula defendeu o nome de Danilo Cabral (PSB) para governador, como o combinado. Danilo está em quarto lugar nas pesquisas.

A crise entre PT e PSB no Rio se arrasta há meses e explodiu no início da semana. O PT fluminense decidiu retirar seu apoio a Marcelo Freixo, candidato do PSB ao governo, porque não teve em troca apoio a seu candidato ao Senado, André Ceciliano. Em vez disso, o PSB fluminense insiste em lançar Alessandro Molon.

Lula culpa o presidente do PSB, Carlos Siqueira, pela crise. A um interlocutor, o petista disse na terça-feira, 2, durante viagem à Paraíba, que Siqueira deveria ter impedido Molon de articular no diretório fluminense sua aprovação para disputar a vaga ao Senado.

Somente na quarta-feira, 3, é que a direção nacional do PSB decidiu agir: avisou que não disponibilizará dinheiro do fundo eleitoral para a campanha de Molon ao Senado.