A ordem de Lula é construir uma ponte entre ele e Simone Tebet, do MDB, de olho no segundo turno. A missão foi dada à presidente do PT, Gleisi Hoffmann, que já foi colega de Senado da presidenciável.

Lula sabe que Tebet ficou irritada com a movimentação “agressiva” de seus apoiadores dentro do MDB, para tentar barrar a candidatura própria. O pior dos gestos foi o de Renan Calheiros, que chegou a tentar impedir na Justiça Eleitoral a convenção que selou o nome da senadora como candidata do partido.

O petista recebeu a informação de que o movimento inicial de aproximação da própria Simone Tebet refluiu. Ela chegou a declarar em julho que no segundo turno, passando ou não, permaneceria em campanha contra ameaças à democracia – identificando Bolsonaro como ameaça.

A leitura de Lula é que, além dos votos, perder o apoio de Tebet num eventual segundo turno seria ruim para o seu discurso de construir uma frente ampla democrática.