A campanha à reeleição de Jair Bolsonaro recebeu dados que mostram melhor desempenho do presidente nos estados onde a economia apresenta desempenho menos negativo diante da crise.

As exceções são Distrito Federal e Acre, onde ele aparece nas pesquisas liderando ou empatado com Lula, apesar dos elevados índices de desemprego.

Em todos os outros estados, como os das regiões Sul e Centro-Oeste, além de Roraima, no Norte, Bolsonaro vai bem.

O último Datafolha mostra a mesma tendência, embora a pesquisa seja independente e não tenha servido para abastecer os dados internos da campanha.

O presidente vence Lula na região Norte (36% a 33%) e empata na região Sul (32 a 30%). No Centro-Oeste (34% a 28% para Lula), Bolsonaro está próximo do petista dentro na margem de erro de dois pontos percentuais.

Os dados reforçam a defesa do marqueteiro Duda Lima, que insiste que o presidente foque nas ações de seu governo e deixe de lado as querelas com a Justiça Eleitoral e ministros do Supremo Tribunal Federal.

Com exceção de Bolsonaro, todos seus auxiliares sabem que o maior problema do presidente é a economia. As urnas eletrônicas não trazem votos, apenas os computam.

Bolsonaro vai iniciar sua campanha por Juiz de Fora, em Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do país, e onde foi vítima do atentado na eleição passada.

A visita focará numa mensagem messiânica. O discurso do presidente será construído na linha de que está no poder por desejo de Deus, para manter a moralidade e atender aos mais pobres. Foi, ao menos, o que Bolsonaro prometeu à campanha. É ver para crer.