Entre os auxiliares de Jair Bolsonaro, seja na campanha seja no Palácio do Planalto, o clima é de apreensão para a sua participação no Jornal Nacional na segunda-feira, 22.
O presidente prometeu a seu filho Flávio Bolsonaro, que insiste em um treinamento, que só na própria segunda vai pensar a respeito. Pode ou não ensaiar algumas respostas.
A recusa preocupa a equipe da campanha porque há o temor de que Bolsonaro se descontrole e destrate a jornalista Renata Vasconcellos. Há a crença de que ela ficará responsável pelas perguntas mais incômodas.
A principal preocupação é com o eleitorado feminino. Os auxiliares acham que se o presidente for grosseiro com a jornalista vai piorar sua posição com o segmento.
Sempre que instado a treinar, Bolsonaro diz que não precisa e que será ele mesmo, referindo-se à sua espontaneidade. Defende que foi assim que ganhou a eleição de 2018. Sua equipe discorda.
Bolsonaro, porém, afirma saber o que responder se for perguntado sobre as rachadinhas. Ele dirá que foi ao Rio de Janeiro (estúdios da TV Globo) para falar de seu governo. Nada mais.
A mesma resposta dará se envolveram as suspeitas de tráfico de influência contra seu filho Renan Bolsonaro. Bolsonaro dirá que não vai falar da família.

