O dia seguinte a um debate presidencial é dedicado pelas campanhas a construir uma versão de vitória. Não há como fugir disso. Nesta segunda-feira, como esperado, as equipes de Lula e Jair Bolsonaro usaram as redes sociais para tentar convencer a plateia que foram melhores e superaram os adversários.

Antes de qualquer coisa: tanto Lula quanto Bolsonaro estiveram mal no debate.

Isto posto, Bolsonaro e os filhos tentaram construir sua versão de vitória. Seu principal argumento foi passar a imagem de que o presidente encurralou Lula, tratado como corrupto. Em seu perfil no Twitter, Bolsonaro usou Lula para misturar a imagem do “corrupto” com o “ladrão” e se vangloriou de sua postura durante a pandemia, algo bastante criticado no debate.  

A equipe de Lula foi mais comedida. Procurou novamente jogar com trechos em que o ex-presidente vende esperança com base no seu passado no governo. Não houve nenhuma resposta direta a Bolsonaro.

Agora, a realidade:

Lula foi apático, com um desempenho pior do que na entrevista ao Jornal Nacional. Não tinha uma boa resposta para o tema corrupção e perdeu a chance de rebater Bolsonaro quando foi chamado de corrupto.

Bolsonaro esteve pior. Sem poder dizer palavrões, o presidente estava sonolento no início. Quando se soltou, Bolsonaro ofendeu a jornalista Vera Magalhães. A postura custou a ele uma má avaliação de eleitores que assistiam ao debate em grupos organizados para pesquisas qualitativas. Até bolsonaristas desaprovaram.