A campanha de Lula está dividida sobre explorar ou não o tema corrupção envolvendo a família de Jair Bolsonaro. Os casos suspeitos e até investigados pelo Ministério Público são fartos, mas Lula teme que um eventual confronto se volte contra ele.

A avaliação é que ao abordar as rachadinhas, o patrimônio incompatível da família e as suspeitas de tráfico de influência envolvendo os filhos do presidente, Lula pode trazer o tema corrupção para a campanha.

Ao falar em corrupção, Lula terá de passar a campanha falando sobre o petrolão, Operação Lava Jato e sua prisão. Seria levar o jogo para o campo onde Bolsonaro se sente confortável.

A discussão cresceu após o debate na Band, quando Bolsonaro insistiu em chamar Lula e corrupto e “ex-presidiário”. Quando Bolsonaro lembrou o petrolão e perguntou se Lula queria voltar para fazer a mesma coisa, o ex-presidente poderia ter respondido com acusações contra o presidente, mas não o fez.

A despeito da discussão interna, Lula quer manter o foco da campanha no tema economia, no qual acredita levar vantagem.