Lindôra Araújo, vice-procuradora-geral da República, pediu nesta quarta-feira (31) ao ministro Alexandre de Moraes o arquivamento da investigação contra oito empresários bolsonaristas alvos de busca e apreensão da Polícia Federal na semana passada.
No pedido, ela diz que o ministro do Supremo Tribunal Federal não deveria ter aceitado o pedido de quatro senadores, nem deixado a Procuradoria Geral da República à margem do caso.
A vice-PGR diz que a petição apresentada por Randolfe Rodrigues, Renan Calheiros, Humberto Costa e Fabiano Contarato é ilegal porque o quarteto não tem “qualquer ligação com os fatos em apuração”. Afirma ainda que desde a decisão, em 19 de agosto, a Procuradoria-Geral não conseguiu acessar os autos do processo.,
Lindôra também acusa os políticos de iniciarem uma investigação com a conivência de Moraes para tentar encontrar algum fato. “Pretende-se, em verdade, tentativa de abertura de prospecção probatória a ser desenvolvida por específicos atores políticos em ano eleitoral, com a correlata exploração midiática de sua atuação, e consequente intento de ‘fishing expedition’ em nova frente política em busca de protagonismo jurídico em substituição às autoridades competentes”.
Segundo Lindôra, fishing expedition é uma prática “inadmitida não só no Brasil mas em outros países democráticos”. O termo pode ser traduzido como “pesca probatória”, ou seja: sair à cata de provas que motivem uma investigação.
A lei não é a única motivação da vice-procuradora-geral. Lindôra pretende substituir Augusto Aras no ano que vem, por isso tem procurado livrar o presidente Jair Bolsonaro ou aliados de investigações.
Leia a manifestação apresentada pela PGR:

