Auxiliares de Jair Bolsonaro aguardam desde ontem à noite sua manifestação ou a sua autorização para que a embaixada do Brasil na Argentina se manifeste repudiando o ataque sofrido pela vice-presidente Cristina Kirchner.

Ontem mesmo, o ministro de Relações Exteriores, Carlos Alberto França, e outros assessores aconselharam Bolsonaro a fazer alguma manifestação direta ou por meio do embaixador na Argentina. A resposta inicial foi “não”.

Bolsonaro foi aconselhado a rechaçar a violência política, da qual ele mesmo foi vítima em 2018. Até agora, no entanto, o presidente preferiu o silêncio, porque acha que ainda “não está clara a motivação” do ataque.

O brasileiro Fernando Andrés Sabag Montiel foi preso como autor da tentativa de assassinato. Em meio a uma aglomeração, ele chegou na frente de Cristina, apontou e disparou, mas a arma falhou.

Presidentes da América do Sul e representantes dos Estados Unidos e União Europeia emitiram notas em solidariedade e em repúdio ao ataque contra Kirchner.

Bolsonaro é um crítico dos líderes do governo argentino. Cita-os como exemplo do que não se quer de volta ao Brasil, em referência ao alinhamento ideológico do presidente Alberto Fernández e sua vice, Cristina Kirchner, a Lula.