Dentro do governo a aposta é que a ministra Rosa Weber comandará o Supremo Tribunal Federal, a partir do dia 12 , de modo diferente do de seus antecessores: sem proximidade política e com declarações apenas nos autos ou manifestações institucionais.
Diante do perfil da ministra, que não dá entrevista nem é dada a frequentar ambientes políticos, os auxiliares de Jair Bolsonaro aconselharam – de novo – o presidente a evitar confrontos e brigas com a corte.
O raciocínio é que, sempre que Rosa tiver de se manifestar ou agir em defesa da instituição contra Bolsonaro, na cabeça do eleitor o presidente estará brigando com uma mulher. A campanha de Bolsonaro teme o impacto disso sobre o eleitorado feminino, que rejeita o presidente.
Outro receio com um eventual atrito é pela falta de interlocução para dirimir eventuais conflitos com Rosa.
Faltam agentes capazes de fazer uma mediação. De acordo com fontes do Planalto, apesar da proximidade por conta do trabalho, poucos ministros terão intimidade para fazer qualquer qualquer tipo de articulação política com a presidente.
Apesar das recomendações, será difícil isso dar certo. Bolsonaro é considerado incontrolável por seus assessores.

