Houve resistência dentro da campanha do ex-presidente Lula a seu ato programado para o dia 8 de setembro em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, um dia após o 7 de setembro tomado por Jair Bolsonaro.

A avaliação é que dificilmente Lula conseguirá mobilizar, num dia de trabalho, a mesma quantidade de apoiadores que Bolsonaro num feriado cívico e com a ajuda de um desfile militar.

Assim, Lula dará a Bolsonaro a chance de usar imagens comparativas para contestar pesquisas eleitorais e reforçar seu discurso fantasioso de fraude nas urnas.

Segundo um aliado de Lula, será possível ver as comparações pululando nas redes sociais horas após o ato do PT. Bolsonaro e os filhos afirmam que as pesquisas são fraudadas e que só confiam no seu “datapovo“, aferido pela presença em seus eventos.

Lula insistiu. Ele acha melhor que a esquerda e seus apoiadores não saiam às ruas no feriado, para evitar confrontos com bolsonaristas. Mas quer marcar posição na semana da Independência.