No início da manhã, o núcleo político da coordenação de campanha de reeleição via nas manifestações do 7 de setembro uma oportunidade para arrastar Lula para a agenda de Jair Bolsonaro. A orientação é aproveitar o espaço para pautar o debate. “Ele será o personagem deste feriado”, disse ao Bastidor uma fonte animada antes dos desfiles.

O presidente vai levar, em sua comitiva de Brasília para o Rio de Janeiro, onde também vai falar aos seus apoiadores, os ministros Ciro Nogueira (Casa Civil) e Fábio Faria (Comunicações) além de Fábio Wajngarten, que é responsável pelo contato com a imprensa, mas que, como mostrou o Bastidor, tem feito mais do que isso.

Dudu Lima não acompanhará Bolsonaro.

Bastidor mostrou que Ciro Nogueira chegou a dizer a Bolsonaro que o 7 de setembro, se bem trabalhado, poderia ser o turning point da campanha nas pesquisas eleitorais.

O clima era de animação pela manhã. Mesmo acreditando que o presidente pode dar estocadas em ministros do Supremo Tribunal Federal, a crença geral é de que Bolsonaro vai dar aos seus discursos mais peso político-eleitoral que qualquer ameaça de golpe contras as instituições democráticas.

Bolsonaro é incontrolável. E, caso não resista e fale mais do que deve, seu staff estará preparado para, adiante, tentar conter danos.