Jair Bolsonaro terminou seu discurso de 7 de setembro aos risos. Foi paparicado pelos apoiadores mais famosos e incentivado pela multidão, que acompanhou seus dizeres, precedidos por Silas Malafaia, Luciano Hang e Michelle Bolsonaro.

A pauta foi a mesma de sempre: Deus, pátria e família. No mundo bolsonarista tudo é lindo, inclusive o mandato do presidente. A gasolina é uma das mais baratas do mundo; a inflação não aflige os mais pobres; policiais são valorizados; há rachadinhas, mas não há corrupção; há fome, mas a vida deve ser protegida desde a concepção. Nesse mundo, os problemas são o comunismo e o STF.

Mas o discurso deste ano, como antecipou o Bastidor, seguiu mais a ala profissional da campanha. O presidente não criticou diretamente o STF ou as urnas eletrônicas. Terceirizou o trabalho golpista aos apoiadores, que pediram o fechamento do tribunal, entre outros absurdos.

Bolsonaro cometeu o já tradicional erro com o eleitorado feminino, ao dizer aos homens para procurarem uma mulher “princesa”. Também falou muito em Deus e religião, ao lado de Michelle e do pastor Silas Malafaia. Foi uma manifestação típica do mundo de Bolsonaro.