Desde quarta-feira, 7 de Setembro, Jair Bolsonaro tem dito a seus interlocutores que as manifestações do bicentenário da Independência em Brasília, São Paulo e no Rio de Janeiro “comprovam” que não vai haver segundo turno. Ele sairá vitorioso em 2 de outubro. Mas não é o que indicam as pesquisas.
A um deles chegou a dizer que, diante do grande apoio, se não vencer no primeiro turno é porque foi roubado. O discurso é o mesmo de sempre: o de que só não venceu no primeiro turno em 2018 porque as urnas foram fraudadas.
Mais de um interlocutor pediu ao presidente que evite voltar com o discurso contra as urnas eletrônicas e contra a lisura as eleições. O risco, disse um auxiliar de Bolsonaro, é prejudicar seu desempenho eleitoral.
Como resposta, Jair Bolsonaro insistiu que não duvida das eleições “desde que confirmem o que mostraram as ruas”. As declarações preocuparam quem as ouviu do presidente. Para alguns, o discurso é um ensaio para resistir se o resultado oficial não for o dos sonhos de Bolsonaro.

