O acordo entre o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Alexandre de Moraes, e o ministro da Defesa, Paulo Sergio Nogueira, para que técnicos militares auditem em tempo real uma amostra de urnas eletrônicas, como informou o jornal Folha de S.Paulo, é um alívio para os aliados políticos de Jair Bolsonaro, dizem interlocutores do Palácio do Planalto.

No raciocínio de um auxiliar presidencial, o acordo entre TSE e militares obrigará Bolsonaro a aceitar o resultado das urnas, mesmo que seja derrotado. Pode ser uma forma de a evitar potenciais distúrbios políticos.

Bolsonaro sempre ligou a credibilidade das eleições à participação militar na comissão de fiscalização criada pelo TSE para o pleito. Em recente entrevista, o presidente disse que “as sugestões das Forças Armadas, caso acolhidas, se reduz a próximo de zero a possibilidade de fraude”.

Assim, Poderá falar o que quiser até o dia da votação, mas ficará mais difícil manter a narrativa de fraude após o resultado. Afinal, os militares terão participado do processo.

Dez de 15 sugestões já haviam sido acolhidas pela Justiça Eleitoral. Alexandre de Moraes, na presidência, acatou mais duas das mais caras ao ministro da Defesa: o teste de integridade na sessão eleitoral e a auditoria em tempo real.

O pensamento dos aliados de Bolsonano pode ter uma falha: caso as Forças Armadas façam o jogo do presidente e coloquem em dúvida alguma urna