O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, decidiu nesta quarta-feira manter sob sua condução a investigação contra empresários bolsonaristas que defenderam golpe militar num grupo de WhatsApp.

O pedido foi apresentado por Luciano Hang, um dos alvos da operação da Polícia Federal no fim de agosto. Ele argumentou que o ministro não poderia cuidar do caso porque empresários, ao contrário de políticos federais, não têm foro na corte.

Moraes, que também preside o Tribunal Superior Eleitoral, argumentou que ficará com o caso porque a investigação tem relação com os inquéritos das Fake News e das Milícias Digitais, que nasceram a partir da apuração sobre Atos Antidemocráticos.

“Não há dúvidas de que as condutas dos investigados indicam possibilidade de atentados contra a Democracia e o Estado de Direito, utilizando-se do modus operandi de esquemas de divulgação em massa nas redes sociais, com o intuito de lesar ou expor a perigo de lesão a independência do Poder Judiciário, o Estado de Direito e a Democracia; revelando-se imprescindível a adoção de medidas que elucidem os fatos investigados, especialmente diante da existência de uma organização criminosa identificada”, afirmou.

O Bastidormostrou que Moraes está investigando os empresários sem provas robustas e que tem abusado de sua competência sobre as investigações abertas para proteger o STF e seus ministros das ameaças golpistas bolsonaristas.

Leia a decisão de Moraes: