Um dos principais pontos de preocupação com o segundo turno está na percepção de que a rejeição de Lula está subindo, ainda que lentamente. Há o receio de que se aproxime de Jair Bolsonaro. Os dados vêm das pesquisas de tracking feitas diariamente pela campanha.
No último Datafolha, Lula apareceu com 39% de rejeição. De maio a setembro houve um aumento de 6 pontos percentuais e uma redução de diferença de entre ele o Jair Bolsonaro de 21 para 12 pontos percentuais.
Nos tracking da campanha petista, a rejeição cresce principalmente no Sudeste, onde estão os maiores colégios eleitorais do país: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
A aproximação da rejeição de Lula e de Bolsonaro pode levar a um segundo turno imprevisível, na visão de petistas. Polarizada a eleição, os eleitores tendem a escolher entre o que menos rejeita – e é neste ponto que o PT não quer chegar.
Petistas acreditam que, além do risco, há outro ponto a ser considerado para a busca da vitória em primeiro turno: legitimidade.
A crença é que, mesmo que grite, Bolsonaro terá dificuldade de apontar fraude eleitoral se for derrotado no primeiro turno. Caso o pleito vá para o segundo turno e o número de votos seja aproximado, o presidente poderá sempre lançar dúvidas sobre a eleição.

