Jair Bolsonaro diz nos discursos ser perseguido por membros da Justiça Eleitoral, levanta falsas suspeitas sobre a integridade das urnas e fala mal de ministros. Mas consegue algumas vitórias no Tribunal Superior Eleitoral. A última delas foi em cima de um pedido feito pelo PT.
A coligação de Lula queria que a de Bolsonaro fosse obrigada a retirar uma propaganda em que ele se apresenta como vítima de ataques feitos pela imprensa e por opositores.
Na peça, o candidato à reeleição também cita reportagens contrárias a seus familiares e termina com uma narração: “As dores podem até ser solitárias, mas a luta jamais”. E finaliza com uma frase do presidente dizendo que luta pela democracia e pela liberdade.
No pedido, os advogados da campanha de Lula argumentaram que a peça publicitária induzia o estado emocional e passional dos eleitores, além de apontar sem fundamentos que haveria uma perseguição contra Bolsonaro. No entendimento deles, tal conteúdo viola a legislação eleitoral. Também alegaram que houve impulsionamento excessivo no YouTube.
A ministra Maria Cláudia Bucchianieri indeferiu o pedido, apontando que o conteúdo do vídeo está amparado pela liberdade de expressão. Não aceitou pedido para tirar a campanha do ar.
A interpretação é semelhante ao de outra decisão favorável à Bolsonaro, também proferida por Maria Cláudia. A coligação de Lula queria que o presidente fosse obrigado a exibir um direito de resposta a Geraldo Alckmin, por causa da peça publicitária que traz antigas falas do candidato a vice contra o ex-presidente. À época das imagens, os dois eram adversários.
Leia abaixo as íntegras das decisões favoráveis a Bolsonaro

