Investigada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, Ana Cristina Siqueira Valle, ex-mulher de Jair Bolsonaro e mãe de seu quarto filho, Jair Renan, precisa se eleger deputada distrital do DF.
Ela acha que só com um mandato estará protegida das investigações sobre sua participação na criação de um esquema de rachadinha no gabinete de Carlos Bolsonaro na Câmara Municipal carioca.
Ana Cristina teme ficar exposta, sem proteção, em caso de derrota de Bolsonaro. Por isso, pediu ajuda em retribuição aos anos de serviços prestados aos gabinetes da família.
Não por acaso, ela foi a única, além de dirigentes do PP no Distrito Federal, que recebeu 200 mil reais para sua campanha. O privilégio foi um pedido do próprio Jair Bolsonaro ao ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, presidente licenciado do partido. A articulação envolveu ainda a deputada Celina Leão.
Mais dinheiro que Ana Cristina só receberam Valdelino Barcelos, que tenta a reeleição, e Milena Câmara, presidente do PP Mulher. Ambos levaram 500 mil reais para suas campanhas.
Talvez por isso é que a primeira-dama, Michelle Bolsonaro – que não se dá bem com a antecessora – afirmou pelas redes sociais neste fim de semana que só seu irmão é o candidato da família no Distrito Federal.
Ouviu como resposta do enteado Jair Renan, que sua mãe também tem o direito de usar o nome Bolsonaro.

