Ciro Gomes tem ignorado alertas de aliados – e até do irmão Cid – sobre o risco de sair desta eleição marcado como alguém que atuou como linha auxiliar de Jair Bolsonaro.

Segundo um aliado, em vez de ouvir conselhos de amigos, Ciro prefere ouvir o marqueteiro João Santana. Dentro do PDT, Santana é visto como alguém que age movido por mágoa que sentiria contra Lula e o PT. Um sentimento que, na visão de aliados, é compartilhado por Ciro.

“Juntou a mágoa dos dois e ficou enorme”, disse um pedetista ao Bastidor.

João Santana foi preso pela Lava Jato por crimes que cometeu quando atuou para o PT e atribui a Lula as dificuldades que enfrentou. Ciro se vê traído inúmeras vezes nas promessas de que um dia receberia apoio do PT para concorrer à Presidência da República.

A preocupação de amigos e aliados está no fato de a estratégia de Ciro, sob a orientação de João Santana, ter Lula como seu alvo principal, em vez de Bolsonaro.

Obviamente, Ciro Gomes não é bolsonarista, nem compartilha do radicalismo do presidente. Mas, nas redes sociais, passou a ser alvo da ira de eleitores de Lula em virtude dos ataques ao petista.