O dia foi de reviravoltas para a Justiça Eleitoral, com dirigentes partidários vistoriando a sala de apuração de votos do Tribunal Superior Eleitoral e criticando o voto eletrônico horas depois. Pela manhã, acompanhado de Alexandre de Moraes, Valdemar Costa Neto, dono do PL, dizia que a “sala secreta não é mais secreta”.

No fim da tarde, o mesmo PL de Valdemar Costa Neto divulgou carta apontando, sem evidências, diversos problemas de segurança no sistema eletrônico de votação, como falta de gestão de risco contra invasões. Na presença de Moraes, porém, nenhuma palavra ou documento foi apresentado à corte, segundo o TSE.

O tribunal então rebateu as acusações do PL, classificando-as de”falsas e mentirosas”, elaboradas a partir de “informações fraudulentas e atentatórias ao Estado Democrático de Direito e ao Poder Judiciário” para “embaraçar e tumultuar” a eleição.

O PL flerta com a ilegalidade ao se tornar veículo institucional das aventuras antidemocráticas de Jair Bolsonaro para atacar a urnas às vésperas do primeiro turno.