Depois de um dos vice-presidentes do PL, o deputado Capitão Augusto, vazar duas páginas de um documento pretensamente técnico sobre as urnas eletrônicas e a gestão do Tribunal Superior Eleitoral das eleições, fontes ligadas a Valdemar Costa Neto tentaram apartar o dono do partido da divulgação do relatório.

Repórteres em Brasília ouviram de fontes ligadas a Costa Neto que as duas páginas são “um sumário” de um relatório de 130 páginas assinado por um engenheiro e remetido ao Tribunal Superior Eleitoral, a quem caberia verificar e melhorar mecanismos de segurança.

Até a noite de ontem, porém, não houve nenhum posicionamento formal do presidente da sigla ou do PL, já que tentam apartá-lo da responsabilidade sobre o que foi divulgado por bolsonaristas.

Bastidor ouviu de um interlocutor de Costa Neto que ele não aprovou o vazamento. É estranho, já que ele adora divulgar seu controle sobre a sigla.

Falta o próprio Valdemar Costa Neto negar ter produzido, divulgado e desautorizar quem agiu a sua revelia e anunciar eventuais sanções sob o risco de endossar o flerte com um golpe ou admitir que perdeu o controle sobre o PL.