Valdemar Costa Neto tentou no fim da quarta-feira, 28, se esquivar da responsabilidade pelo vazamento do sumário sem assinatura, que questionava a segurança das urnas. Isso apesar de ser dono do PL e de ter bancado a empresa autora do relatório.
Seus interlocutores foram a campo para vender a versão de que ele não endossava a divulgação do documento e às dúvidas sobre as urnas eletrônicas.
Ele, porém, autorizou o pagamento pela confecção do documento de 130 páginas. Atendendo aos bolsonaristas do partido, tentou promover o encontro entre o engenheiro responsável pelo Instituto Voto Legal com Alexandre de Moraes quando esteve no Tribunal Superior Eleitoral, na terça-feira, 27.
Dois interlocutores de Valdemar afirmaram ao Bastidor que elevai atuar longe dos holofotes para evitar problemas com o TSE.
Pretende ligar para Moraes e explicar que as suas intenções ao financiar a confecção do documento eram contribuir com a Justiça Eleitoral e que foi traído com a divulgação. Caso o presidente do TSE não o atenda, Costa Neto enviará emissários.
Ontem mesmo, o TSE afirmou que “as conclusões do documento intitulado ‘resultados da auditoria de conformidade do PL no TSE’ são falsas e mentirosas, sem nenhum amparo na realidade”.
Também ontem Alexandre de Moraes determinou ainda a remessa do documento ao inquérito das fake news, que tramita no Supremo Tribunal Federal e que está sob sua relatoria, “para apuração de responsabilidade criminal de seus idealizadores”.
Valdemar Costa Neto tentará passar incólume pelo episódio e salvar a bancada eleita sem grandes problemas no TSE.

