Valdemar Costa Neto, dono do PL, encaminhou hoje um ofício à Corregedoria do Tribunal Superior Eleitoral no qual culpa o consultor contratado pelo documento que levanta dúvidas sobre as urnas eletrônicas, vazado na quarta-feira.
O trabalho foi feito para o PL a partir de uma auditoria. Valdemar disse também que o trabalho não foi pago com dinheiro público, dos fundos eleitoral e partidário.
A manifestação é o atendimento à determinação do ministro Benedito Gonçalves, corregedor-geral do TSE, que deu 24 horas para Valdemar explicar a produção da inspeção do PL no sistema eleitoral.
“O referido documento (“Resultados da auditoria de conformidade do PL no TSE”.) é de responsabilidade da equipe técnica contratada, cujos termos devem ser avaliados dentro de tal contexto e sob a responsabilidade de seus subscritores”, diz o texto.
Ainda na resposta ao TSE, ele negou que a produção do documento tivesse outro motivo que não fosse “o aperfeiçoamento do sistema eleitoral” colaborando “com os esforços desse Colendo Tribunal Superior Eleitoral na garantia da higidez das eleições de 2022”.
Ainda segundo a manifestação de Valdemar Costa Neto, “o pagamento da prestação de serviços do Instituto Voto Legal teve como fonte de recursos a Conta Contábil de Outros Recursos (Recursos Próprios) da agremiação, não sendo tal despesa custeada com recursos públicos de nenhuma natureza”, diz o texto.

