Valdemar Costa Neto está estressado e, segundo seus interlocutores, arrependido com a decisão de contratar a empresa Instituto Voto Legal a pedido de Jair Bolsonaro para fazer a “auditoria” das urnas eletrônicas.
Em despacho divulgado ontem, 30, o corregedor-geral do Tribunal Superior Eleitoral, o ministro Bento Gonçalves, rejeitou a tese de Valdemar de que ele não teve participação na elaboração do documento.
Para Gonçalves, “o relatório foi produzido e divulgado por inciativa do PL e contando com a participação de seus dirigentes máximos, sendo lógico extrair do contexto a ciência e a anuência da agremiação com o conteúdo”.
O despacho do corregedor faz parte do processo aberto pelo presidente do TSE, o ministro Alexandre de Moraes, após a divulgação do documento, que classificou como “falso e mentiroso”.
Valdemar só se preocupa com o tamanho de sua bancada, que é o que confere poder e dinheiro. Seu temor é que a indisposição criada no tribunal prejudique a análise de eventuais problemas de seus candidatos na Justiça Eleitoral, atrapalhando-os a assumir seus mandatos.
Ou pior que isso. Que o TSE puna a legenda com alguma restrição ao acesso ao dinheiro do fundo partidário, por considerar que houve alguma contratação irregular do Instituto Voto Legal.
Tudo o que o dono do PL quer é paz para poder, no próximo governo, negociar seu poder seja numa eventual gestão de Lula ou de Bolsonaro.

