Eduardo Cunha foi ao Supremo Tribunal Federal garantir que, caso eleito, não venha a perder o mandato. O candidato a deputado federal apresentou, ontem (1º), dois pedidos idênticos (aqui e aqui) para que a corte anule a cassação imposta a ele pela Câmara em 2016, com base em crimes do político descobertos durante a operação Lava Jato.

Cunha alega ao STF que suas condenações foram ilegais. Aponta parcialidade de Sergio Moro e dos procuradores da República no Paraná. Assim, seria nula sua cassação pela Câmara.

Apesar de fluminense, Cunha decidiu se candidatar neste ano por São Paulo e deixar sua base eleitoral eleger Danielle Cunha, sua filha. A ideia é ampliar ainda mais sua força política, principalmente depois de ficar algum tempo afastado das eleições, devido às condenações que o levaram à cadeia por corrupção em contratos da Petrobras.

O ex-presidente da Câmara deveria estar inelegível, mas o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo ignorou decisão de Luiz Fux, do STF, que mantinha a proibição ao político para disputar eleições. Os juízes do TRE-SP, ao aceitarem o registro da candidatura, consideraram, numa ginástica jurídica, apenas liminar do Tribunal Regional Federal da 1ª Região que havia devolvido Cunha à vida política.