O Conselho Administrativo de Defesa Econômica espera analisar nesta quarta-feira a decisão que limita cláusulas de exclusividade impostas pela Ambev a bares no Brasil. A liminar foi concedida tomada pelo Gustavo Augusto após pedido da Heineken.
A liminar de Augusto foi recebida com estranhamento no Cade por duas razões: decisões monocráticas são raras no órgão e a Superintendência-Geral já havia se manifestado contra qualquer medida cautelar. Um conselheiro disse que a liminar apenas traçou uma linha à Ambev, de que não será tolerado abocanhar 20% ou mais do mercado.
A empresa, que apresentará recurso contra a decisão de Augusto, disse ao Cade não ultrapassar a marca dos 20% em nenhuma cidade. Afirmou ainda que, nas 11 maiores capitais, sua participação está abaixo de 4%. A preocupação na companhia é com os efeitos sobre as vendas na Copa do Mundo, que começa em um mês, e nas festas de fim de ano.
Na semana passada, o clima na empresa era de apreensão, mas um conselheiro do Cade vê isso como cena de executivos para acionistas, que se assustam com decisões como de Augusto, porque a Ambev não perde nenhum contrato.

