Chegou aos ouvidos de Arthur Lira, o deputado mais votado no Alagoas (219 mil votos), que Jair Bolsonaro andou dizendo a interlocutores que, diante das futuras bancadas do PL, a maior na Câmara (98 deputados) e no Senado (14 senadores), seria justo que o partido buscasse as presidências das casas.
Lira não gostou. Ele é o único que pode apoiar o presidente em Alagoas. Como mostrou o Bastidor, Rodrigo Cunha, aliado do deputado, não está disposto a ceder palanque ao presidente.
O apoio de Lira em Alagoas não é pouca coisa. Sem Fernando Collor, seu investimento inicial, o presidente da Câmara é a única força de Bolsonaro capaz de fazer frente à família Calheiros, que está com Lula.
O PP de Arthur Lira elegeu 44 deputados e é só a quarta maior bancada da Câmara. Sozinha, ficaria difícil bancar um presidente. O alagoano sabe disso. Por isso, articula desde antes da eleição sua recondução à presidência.
Lira vai conversar com Bolsonaro nos próximos dias para saber se os acordos estão mantidos. Da conversa, é que Lira, que escondeu o presidente no primeiro turno, vai decidir se embarca realmente na campanha de Bolsonaro.

