Um dilema vivido por Augusto Aras tem corrido os corredores da Procuradoria-Geral da República. O que fará o procurador-geral para não desprestigiar o Tribunal Superior Eleitoral, sem desagradar Jair Bolsonaro? Mais: como equilibrar isso enquanto pensa no que fazer se Lula vencer?

Aras foi discreto no domingo, no encontro no TSE para acompanhar a apuração dos votos. Nem se fez notar quando sentou-se na mesma mesa que os presidentes do Tribunal Superior Eleitoral, Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, Rosa Weber, e do Congresso, Rodrigo Pacheco.

No caso do TSE, Aras conseguiu contornar a situação porque seu vice na Procuradoria-Geral Eleitoral, Paulo Gonet, é técnico e extremamente contido no TSE. Na PGR, está “tentando sobreviver” discutindo pautas “anódinas”, segundo um integrante do alto escalão da instituição.

Sobra Lula. Parece improvável, mas Aras ainda pensa em ocupar uma vaga no STF. O próximo presidente terá duas indicações.