A campanha de Jair Bolsonaro aposta que dois fatores que não funcionaram no primeiro turno podem mudar no segundo turno e levar à vitória sobre Lula. O fato de a diferença de votos para Lula ter ficado aquém do esperado suscita o otimismo.

Um integrante do alto escalão da campanha admite que a campanha é dura. Afirma que deve ser considerado o fato de essa ser a primeira disputa entre um presidente no cargo e um ex-presidente em busca do terceiro mandato.

A equipe aposta que será possível melhorar o desempenho do presidente entre as mulheres, segmento em que ele não é bem quisto. Recai sobre a primeira-dama, Michelle, e a ex-ministra e senadora eleita pelo Distrito Federal, Damares Alves, a tarefa. As duas são consideradas vitais para angariar mais votos femininos e evangélicos.

Outro fator que motiva a esperança bolsonarista é um possível aumento de cabos eleitorais no Nordeste. No primeiro turno, muitos candidatos não defenderam Bolsonaro por medo da rejeição e da diferença para Lula apontadas pelas pesquisas. A equipe de Bolsonaro acredita que muitos desses envergonhados estão eleitos e sairão do armário.