Os ministros do Supremo Tribunal Federal, por óbvio, não gostaram da cartilha chavista defendida por Jair Bolsonaro e Hamilton Mourão durante o fim de semana. Ambos falaram sobre a ideia de aumentar de 11 para 16 o número de ministros. Seria a forma de, caso reeleito, Bolsonaro ter maioria no tribunal.
Como sempre acontece, nesta segunda-feira Bolsonaro mudou um pouco a história. Vinculou o abandono da ideia a uma iniciativa do Supremo de “baixar a temperatura” e a uma conversa com a presidente do tribunal, ministra Rosa Weber.
Já sabendo do roteiro bolsonarista, ministros vão evitar críticas públicas a Bolsonaro e Mourão, eleito senador pelo Rio Grande do Sul, para não dar palanque à ideia. Espera-se, no máximo, uma alfinetada de Rosa Weber do plenário do Supremo.
O aumento de ministros da Suprema Corte é velha jogada de regimes autoritários para eliminar a oposição do Judiciário. A ditadura militar fez isso no Brasil na década de 1960. Hugo Chávez fez o mesmo na Venezuela. Ironia: Bolsonaro quer copiar Chávez, ditador que adora criticar e jogar no colo do PT.

