A campanha de Lula considerou um erro Marília Arraes não aceitar o pedido de sua adversária, Raquel Lyra, para adiar por sete dias o início da campanha eleitoral no segundo turno em Pernambuco. Lyra ficou viúva no domingo, 2 de outubro, dia da eleição do primeiro turno.

Para a campanha de Lula, Marília deveria ter aceitado o pedido: por estar à frente, não caberia a ela – e sim à adversária – correr atrás de virar votos. Para piorar, será difícil para Marília atacar sua adversária, vista neste momento pelos eleitores como alguém que está vulnerável.

Dilma Rousseff e Aécio Neves, lembrou um petista, interromperam a campanha eleitoral em 2014 na ocasião da morte de Eduardo Campos para ir ao Recife prestar solidariedade à família e acompanhar o funeral.

Aliados de Lula o aconselharam a ficar longe de Pernambuco para não ter o efeito inverso do pretendido, que é continuar a dar um banho de votos em Jair Bolsonaro. O risco de aparecer no estado é ganhar rejeição se colar sua imagem à de Marília Arraes.