A decisão de ir para Maceió fazer um ato político ao lado de Paulo Dantas (MDB) na tarde desta quinta-feira, 13, foi do próprio Lula. Gente da campanha, porém, como informou o Bastidor, o aconselhou a ficar longe “dos rolos” do governador afastado.

O petista, porém, assumiu a linha defendida por Renan Calheiros: de que a Polícia Federal estava a serviço de Arthur Lira, seu inimigo político local e aliado de Jair Bolsonaro – a quem a PF é subordinada. Renan é um dos maiores apoiadores de Lula.

Lula disse ter ouvido denúncias, para além do próprio Calheiros, de que havia um esforço em algumas superintendências, por ordem do presidente, de atingir seus adversários nos estados.

No PT, porém, houve quem defendesse ao ex-presidente que, por enquanto, se mantivesse distante. Sua presença no ato seria usada por Bolsonaro e seus aliados, que tentam colar nele a imagem de corrupto.

Dantas é investigado por pagamento de funcionários fantasmas enquanto foi deputado estadual, em 2017. O caso corre na Justiça local. Depois que se tornou governador, a PF entendeu que o inquérito deveria subir para o Superior Tribunal de Justiça,

A decisão de afastar Paulo Dantas do cargo foi monocrática, tomada pela presidente do STJ, a ministra Laurita Vaz.