Ex-líder do governo no Senado, o senador Fernando Bezerra Coelho decidiu declarar apoio à reeleição de Jair Bolsonaro em Pernambuco. Já era o caminho esperado depois que seu filho, Miguel Coelho, que foi derrotado no estado, ter pedido voto ao presidente.
Coelho é um caso curioso. Ele foi líder do governo. Saiu atirando, sentindo-se desprestigiado porque não recebeu o apoio de Bolsonaro para a vaga no Tribunal de Contas da União – onde teria a vida ganha: muito poder sem precisar pedir votos e um salário de 37 mil reais num cargo vitalício.
Bolsonaro, tentando mantê-lo por perto, garantiu sua ascendência sobre dois órgãos importantes no Nordeste, a Chesf e a Codevasf, ambas responsáveis por muitos investimentos na região. Bezerra Coelho precisa controlar os órgãos para garantir não apenas seu mandato, mas os de seus filhos.
O afastamento de Jair Bolsonaro durante as eleições teve a conveniência de não atrelar seu filho, Miguel Coelho, ao presidente, rejeitado em Pernambuco. Mas, agora que o filho foi derrotado, o, pai pode voltar aos braços do governo e garantir as benesses que a proximidade garante.
Mas se Lula ganhar a eleição Bezerra Coelho não se constrangerá de se aproximar do petista. Ele foi ministro da ex-presidente Dilma Rousseff de 2011 a 2013. Apelará para a boa convivência para se enturmar novamente.

