Nem bem Jair Bolsonaro pediu ao Tribunal Superior Eleitoral que suspenda André Janones das redes sociais, o PT foi à corte contra mais de 80 perfis de aliados do presidente, incluindo seus filhos, e portais bolsonaristas.

Com o pedido de suspensão, os advogados da campanha de Lula repetem a estratégia de 2018, quando juntaram ‘prints’ tirados das redes sociais (não indícios) para embasar investigação sobre disparos bolsonaristas em massa no WhatsApp. Só que agora incluíram Twitter, Telegram, YouTube, Instagram, TikTok, Facebook e Gettr, além de anúncios veiculados nas plataformas.

Os advogados de Lula tentam mostrar ao TSE como funciona o “sistema de desinformação” bolsonarista nas eleições. Citam como exemplos de mentiras divulgadas a que colocou o Ipec no mesmo prédio do Instituto Lula, Lula e PCC lado a lado, o ex-presidente próximo amigo de satã e até como mentor do atentado cometido por Adélio Bispo.

“O Twitter é uma das principais plataformas em que os investigados interagem entre si com o intuito de dominar determinado tema do debate público por meio da disseminação de desinformação contra a candidatura de Lula e, ao mesmo passo, conteúdos em favor de Jair Bolsonaro”, afirma a defesa de Lula no TSE. 

Na solicitação apresentada hoje, os advogados do petista pedem ainda que o TSE inclua o que consideram provas às investigações já em curso na corte e no STF. Na esfera eleitoral, Bolsonaro é investigado por mentir insistentemente sobre as urnas eletrônicas; no Supremo, o presidente e seus aliados respondem por propagarem fake news na internet com “intuitos golpistas” e por ameaças a ministros da corte.