Como diz a frase desmotivacional, “o não você já tem, agora é ir em busca da humilhação”. Esta foi a interpretação primordial nas redes sociais sobre a presença do senador eleito Sergio Moro, ao lado de Jair Bolsonaro, no debate da Band, neste domingo (16). As pesadas críticas de Moro ao presidente foram rapidamente resgatadas e repostadas.

Moro deixou a carreira de juiz federal em 2018, semanas depois da eleição de Jair Bolsonaro, para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Ficou no cargo por um ano e quatro meses, período em que poucas vitórias e muitas derrotas.

A principal delas foi a perda de poder sobre a Polícia Federal. Deixou o cargo acusando Bolsonaro de tentar interferir na corporação, para evitar investigações contra seus filhos e aliados.

O objetivo de Moro ao aceitar o cargo no governo era emplacar algumas leis contra corrupção e ganhar uma vaga no Supremo Tribunal Federal. Com a briga pública entre ele e Bolsonaro, o “não” já estava garantido.

Eleito senador, Moro declarou o apoio improvável a Bolsonaro, por seu adversário ser Lula. Mas tinha a chance de se abster do debate e tirar férias até a posse, em 2023.

Entre as entrevistas e posts de Moro resgatados, estão alguns que colocam Bolsonaro como um dos principais articuladores para o fim da Lava Jato e do combate à corrupção.

A aparição de Moro ao lado de Bolsonaro era a garantia de que chegara a hora de buscar a humilhação, depois do “não” à vaga do STF. Logo depois do debate, Moro tentou corrigir o próprio erro. “Fazer a coisa certa agora é derrotar o Lula e o projeto de poder do PT e depois, como senador independente, trabalhar pelo Brasil”, afirmou no Twitter.

Difícil vai ser explicar ao eleitor como ser independente depois de aparecer como papagaio de pirata daquele a quem acusou apenas alguns meses atrás.

Relembre algumas postagens de Moro e apoiadores em que ele fala contra Bolsonaro: