Informações preliminares apresentadas há pouco pela Polícia Civil de São Paulo dão conta que a troca de tiros perto do evento de campanha de Tarcísio de Freitas foi causada pela presença de policiais nos arredores de Paraisópolis, zona sul de SP. Esta hipótese foi repetida mais de uma vez pelo secretário de Segurança Pública de São Paulo, João Camilo Pires de Campos, em conversa com jornalistas.
Porém, Campos disse que é tudo “muito preliminar” para ter qualquer certeza sobre o motivo real, que passou a ser investigado há horas. “Seria prematuro falar sobre motivação política”, complementou.
Os policiais mencionados pelo secretário integram a equipe de segurança do candidato. Ainda de acordo com Campos, partiu desses seguranças – agentes cedidos pelas polícias Civil e Militar a todos os candidatos – o primeiro embate com os dois atiradores.
Os tiros começaram às 11h40, a menos de 100 metros de onde estava Tarcísio, segundo Campos. Após alguns minutos, também de acordo com o secretário, os seguranças receberam reforço de equipes especiais das duas polícias, como GOE, Garra e Força Tática.
Um dos atiradores, Felipe Lima, morreu após chegar ao hospital do Campo Limpo. O único detalhe divulgado sobre ele foi a existência de registro policial, mas nenhuma outra informação dele ou do outro atirador foi divulgada.
Retrato falado
Um dos elementos usados para ajudar a esclarecer as motivações do tiroteio de hoje em Paraisópolis serão as imagens das câmeras corporais usadas por policiais militares paulistas. Tarcísio, candidato do Republicanos apoiado por Jair Bolsonaro, prometeu acabar com as filmagens se eleito. Alegou que o equipamento prejudica a ação policial. Recentemente, porém, disse que pode reavaliar a ideia.
Hoje, além da equipe de Tarcísio, diversos jornalistas (com câmeras) estavam no meio do fogo cruzado; ninguém se feriu. Esse material também será usado pelos três delegados do Departamento de Homicídio e Proteção a Pessoa responsáveis pelo caso.

