A campanha de Lula está dividida em duas vertentes. Há aqueles que defendem que ele diminua o ritmo de viagens e se prepare para participar de todos os debates marcados. E há aqueles que defendem ações de rua e que Lula vá somente ao debate da Globo, dois dias antes da eleição.
A avaliação é que há uma sobrecarga de viagens do petista: na semana passada, Lula esteve em dois estados por dia. Há ao menos três debates marcados antes do fim da campanha.
No deste domingo, embora tenha sido bem avaliado no aspecto geral, Lula deixou de dar boas viradas em Jair Bolsonaro, apesar dos espaços deixados pelo presidente. O grupo que defende que Lula diminua o ritmo quer que ele se prepare para os debates de TV, porque acredita que o alcance dos programas é maior.
Os exemplos citados foram muitos: desde a falha ao administrar o tempo no terceiro bloco do debate, a dificuldade de conseguir responder adequadamente ao tema corrupção, não ter conseguido associar Sergio Moro a Jair Bolsonaro e a citar a “conspirata” para lhe tirar da disputa em 2018, ter esquecido que Joaquim Barbosa, citado pelo presidente, declarou voto nele.
A avaliação foi de que Lula se saiu melhor no primeiro bloco justamente porque estava mais descansado. Conforme o embate foi avançando, o cansaço falou mais alto e o raciocínio do ex-presidente foi ficando mais lento.
Ainda não está certa a agenda de Lula e Simone Tebet em Minas Gerais, porque está marcada para o mesmo dia do debate do SBT.

