Geraldo Alckmin reclamou com aliados da resistência que tem enfrentado em conversas com empresários país afora. Lamentou que a indisposição é tamanha que, independente do que se fale ou argumente, sempre haverá um argumento para não se votar em Lula.
O candidato a vice estendeu a viagem a Porto Alegre para conversas extras com empresários. Nos encontros, disse que o futuro governo de Lula não será do PT, mas do conjunto de partidos e ideologias que o apoiaram.
Alckmin citou gente do mercado e economistas, indiscutivelmente liberais, que endossam o ex-presidente para defender que o governo será de centro. Disse que mesmo o governo de Lula foi mais de centro que de esquerda, com respeito aos fundamentos macroeconômicos. Não adiantava.
Nas conversas na capital gaúcha, Geraldo Alckmin tinha de responder sobre Dilma Rousseff, cujo governo foi um desastre na área econômica, e ouvir que Lula tinha de garantir de alguma forma que não seria um repeteco.
Alckmin insistiu nas conversas que se pensasse nos governos de Lula e não nos da petista. Mas admitiu a aliados que parecia que falava para “ouvidos moucos”.

