A live de Lula e André Janones, hoje, no Facebook, teve grande ajuda de Paulo Guedes. O ministro da Economia admitindo querer desindexar o salário mínimo e os benefícios previdenciários da inflação foi tudo o que o petista precisava para atacar Jair Bolsonaro.

Após um começo turbulento, em que até som faltou à live de pouco mais de 1 hora, o candidato petista se vestiu de pai dos pobres. Ao mesmo tempo, pintava (com muita ajuda de Janones) Bolsonaro como alguém que tem “nojo” e “ódio” de “pobre”.

Lula prometeu mais comida, mais moradia, ganho real do salário mínimo e proteção social aos mais pobres. “Vai voltar no primeiro mês”, disse o candidato, sobre o Minha Casa Minha Vida, para depois prometer aumento no bolsa família e atrelar o recebimento e adicionais às metas de vistas em atendimento de saúde.

O trio comida, casa e saúde foi a base das propostas (do passado) e dos ataques. Só que isso não ativou a versão sindicalista de Lula, mas, sim, a do defensor das liberdades; seja no uso do dinheiro que o Estado dá aos mais carentes, na religião, na vida privada ou na família.

Assistente de palco

Janones não foi uma escada, foi uma escadaria do analógico Lula na transmissão no Facebook. Dava a deixa do que o petista tinha que dizer, na hora em que tinha que dizer e como dizer. Numa dessas situações, alertou o petista de que deteminada frase poderia ser tirada de contexto pelos bolsonaristas – o ex-presidente falava sobre mentiras contadas por bolsonaristas, ligando-o à ideologia de gênero.

Noutra ocasião, Janones puxou o assunto do uso da religião nas campanhas. Elogiou o petista por não usar a fé alheia – só não disse que suas mensagens pró-Lula e as campanhas do petista na internet, no rádio e na tv estão focadas no público conservador-cristão.