Oficiais generais das três forças, alguns dos quais compõem o alto comando do Exército e das cúpulas de Marinha e Aeronáutica, enviaram mensagem à campanha de Lula. Disseram que, se vencer, o petista tomará posse em 1º de janeiro de 2023. Na situação atual, mensagens óbvias como essa se tornaram relevantes.

Diante da tentativa de Jair Bolsonaro de instrumentalizar as Forças Armadas para desqualificar o resultado da eleição, a garantia militar de que respeitará o rito democrático foi considerada fundamental pelos petistas.

O recado também foi entendido como um indicativo de que, como na auditoria realizada pelos militares no primeiro turno nada foi encontrado que possa desacreditar o resultado das urnas, seu relatório final será no sentido de que não houve fraude.

Outro ponto que chamou atenção dos petistas na conversa foi sobre o futuro. Oficiais da Marinha e da Aeronáutica demonstraram insatisfação com fato de o ministro da Defesa ser um general do Exército; dizem que isso fere o equilíbrio entre as Forças.

Eles preferem um civil no comando da pasta. O aliado petista respondeu ser muito difícil que, num eventual governo, Lula nomeie um militar da ativa para a função.