Jair Bolsonaro e apoiadores usaram as redes sociais nesta quarta-feira (26) para alimentar a narrativa de que há perseguição contra o candidato à reeleição, com o objetivo de favorecer Lula. É mais uma tentativa do presidente de tumultuar a eleição.

Em entrevista à Record, Bolsonaro disse ser vítima de um complô. Fez referência à demissão de Alexandre Gomes Machado.

“Temos provas irrefutáveis da manipulação das inserções. O TSE quer dar por encerrado demitindo esse servidor. Ele já prestou depoimento nesta madrugada para a Polícia Federal. Vai mais além. Temos quase que certeza de que eles [petistas] manipularam junto aos donos de rádios”, afirmou sem apontar qualquer indício.

Como noticiado pelo Bastidor, cabe aos partidos políticos a fiscalização das inserções publicitárias em emissoras de rádio e televisão. Isso foi definido por uma resolução do Tribunal Superior Eleitoral, de 2021.

Nas redes sociais, palavras-chave e hashtags espalhadas por apoiadores de Bolsonaro dominaram a cena ao longo desta quarta-feira. Entre elas está o termo “Radiolão do PT” e “gravíssimo”, que tenta jogar o suposto problema das inserções de rádio de Bolsonaro nas costas da campanha de Lula.

Como as Forças Armadas até agora não divulgaram nenhum documento que coloque dúvidas sobre a lisura do processo eleitoral, é possível esperar que esse tema seja reavivado no domingo à noite, caso Lula vença. Será a oportunidade para Bolsonaro tentar rejeitar o resultado das urnas.