O terceiro bloco do debate presidencial foi uma salada de assuntos, com intersecção entre as mortes pela pandemia e a compra de Viagra pelos militares. A rinha política começou com Lula acusando Jair Bolsonaro pelas centenas de milhares de mortes no Brasil por conta da Covid.
O petista destacou o atraso na compra da vacina e a corrupção no caso Covaxin, acusou Bolsonaro de negligência proposital no enfrentamento ao coronavírus e criticou a gestão Pazuello no Ministério da Saúde. O presidente lembrou que Lula agradeceu pela Covid – só não falou que o petista se referia à falta de atitude do atual governo.
Pouco depois, para fugir de críticas contra Geraldo Alckmin, Lula lembrou da compra de remédio para ereção pelas Forças Armadas. “Explica”, disse o petista; Bolsonaro então questionou o adversário: “Você não toma Viagra?”
Após uma superficial discussão sobre a estrutura do SUS, os brigões começaram a se acusar por supostas ligações com o crime organizado. Lula afirmou que Roberto Jefferson é o exemplo de cidadão que agrada Bolsonaro; o presidente então mentiu que mandou prender Jefferson – foi o Supremo Tribunal Federal.
Bolsonaro voltou a um tema que já lhe trouxe problemas na campanha: disse que Lula foi a comunidades do Rio fazer “média com chefões do tráfico”. O petista rebateu dizendo que foi encontrar com trabalhadores e que vai combater violência com educação e cultura – só não disse como.
Daí em diante, o que estava violento, descambou. Entrou-se no tema corrupção, com Bolsonaro repetindo as condenações do PT, de Lula e até de Jefferson. E o petista criticando os sigilos impostos pelo presidente sobre seus dados, como seu cartão de vacinação, e de seus familiares.

