Sobram perguntas na Procuradoria-Geral da República. Uma delas é: o que fará Augusto Aras a partir de agora, com Jair Bolsonaro derrotado?
O atual PGR passou a ser criticado pouco tempo depois de assumir o cargo, em setembro de 2019, porque sua atuação é considerada leniente com o presidente.
Fontes da PGR afirmam que não se pode descartar uma atuação levemente ativa, em comparação à letargia atual. “Não espero nenhum cavalo de pau”, disse um procurador.
Outra dúvida é quanto ao futuro de Lindôra Araújo. A vice-PGR bolsonarista foi fiel ao grupo do presidente derrotado nas urnas até no caso Roberto Jefferson. Nunca foi novidade que Lindôra quer chefiar a Procuradoria-Geral da República. Mas seu temperamento classificado como “explosivo” deixa muitos à espera de alguma surpresa.
Uma terceira questão envolve a relação do PGR, que tem mandato até setembro de 2023, e Lula. Aras é próximo do PT da Bahia há muito tempo, desde quando seu pai era ativo na política. Ninguém descarta uma tentativa de aproximação por meio do ex-governador baiano Rui Costa.
Tecnicamente, Aras pode ser reconduzido. Mas sua atuação como quase defensor de Bolsonaro praticamente elimina esta possibilidade.

