O Ministério Público Federal de Mato Grosso do Sul apresentou à Justiça nesta quinta-feira três denúncias contra bolsonaristas que incitaram ou financiaram atos que pedem um golpe militar contra o resultado das eleições. Os procuradores pedem multas que podem chegar a 400 mil reais.
A ação faz parte de um movimento maior, com o objetivo de mostrar que o MPF vai agir contra os golpistas. Além de cumprir a lei, a intenção é marcar diferença em relação à falta de atuação do procurador-geral da República, Augusto Aras, em temas como este, que afetam o presidente Jair Bolsonaro.
Os alvos em Mato Grosso do Sul são dois empresários – um dono de restaurante, outro de uma loja de produtos agropecuários – e uma pessoa responsável pelo Centro de Tradições Gaúchas de Dourados.
O dono do restaurante forneceu alimentação gratuita a pessoas acampadas em frente à sede da 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada na cidade e fez postagens em redes sociais pedindo um golpe militar. O dono da loja enviou mais de 50 carretas da empresa para a frente do quartel. A responsável pelo Centro cedeu o local como ponto de apoio ao protesto.
O MPF pede que a Justiça condene o dono do restaurante e a responsável pelo Centro a pagar uma multa de R$ 200 mil. Para o dono da loja, os procuradores pedem condenação e uma multa de R$ 400 mil. Pede ainda que as redes sociais do dono do restaurante sejam bloqueadas.

