Quase uma semana se passou e André Mendonça ainda não explicou sua atuação no julgamento do deputado Silas Câmara. O ministro do Supremo Tribunal Federal pediu vista da ação que pode condenar o deputado por prática de rachadinha.

A ação contra Silas Câmara perderá a validade jurídica em 2 de dezembro. Ou seja: se não for concluída até lá, ele sairá livre. Mas Mendonça não tem data para devolver o processo para julgamento.

Câmara foi um dos parlamentares da bancada evangélica que mais trabalhou pela aprovação de André Mendonça no Senado. E isso não é segredo para ninguém. O ministro do Supremo já disse que o deputado foi “enviado por Deus” para ajudá-lo.

Esta proximidade, admitida publicamente, poderia levar Mendonça a se delcarar suspeito de julgar o deputado.

O pedido de vistas de Mendonça diante da urgência da ação desagradou muitos de seus colegas de corte.

Rosa Weber, Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia votaram todos pela condenação de Câmara, mesmo o pedido de Mendonça para suspender o julgamento. Antes, já tinham votado Luis Roberto Barroso, relator da ação, e Edson Fachin, revisor do acórdão que ainda será proferido.

Barroso quer que Câmara cumpra pouco mais de cinco anos de prisão em regime semiaberto. Mas isso só acontecerá se Mendonça trabalhar, porque Câmara está confiante, desde antes do julgamento no STF, de que será absolvido.

O Bastidor questionou o ministro André Mendonça sobre o caso, mas ele ainda não respondeu.