Cerca de 100 policiais federais cumprem nesta quinta-feira (17) 29 mandados de busca e apreensão em endereços ligados à Fundação Getúlio Vargas e a membros da família Simonsen, fundadora da entidade. O objetivo da operação Sofisma é desvendar o possível uso da instituição como fachada para dar ares de legalidade a contratos fraudulentos entre empresas e o poder público.

Em nota, a Polícia Federal afirmou que as investigações mostraram que a FGV superfaturava contratos realizados com dispensa de licitação e também era usada para encobrir o pagamento de empresas indicadas por agentes públicos, que recebiam propina.

A investigação começou em 2019, quando o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral contou à Justiça como o esquema acontecia. “Como a FGV é uma instituição, com muita justiça, de reputação, ela sempre foi usada como um biombo, de cobertura legal para efetivação de entendimentos prévios, digamos assim. Ela fugia da licitação e dava cobertura legal para estudos feitos por nós”, disse.

À época, Cabral não disse se a direção da entidade sabia da prática, mas afirmou que alguns membros da FGV sabiam. Sob a gestão de Cabral foram firmados 56 contratos entre a fundação e o governo estadual, ao custo de R$ 115 milhões.

Segundo o G1, estão entre os investigados Ricardo Simonsen, Maria Inês Norbert Simonsen e Rafael Norbert Simonsen. O presidente da FGV, Carlos Ivan Simonsen Leal, não foi citado. 

O Bastidor tentou contato com a FGV e com as defesas dos investigados, mas ainda não obteve resposta.