A equipe de transição está com dificuldade para encontrar nomes para compor os grupos de inteligência e Defesa —dois segmentos muito alinhados ao presidente Jair Bolsonaro.

Enquanto a equipe toda está lotada, com cerca de 300 pessoas, sobram vagas no núcleo que deve cuidar da interlocução com militares e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

Lula pediu para que estes grupos priorizem técnicos em vez de políticos. Mas, diante da dificuldade de recrutamento, é possível que a equipe fique mesmo com militares e nomes que já chefiaram o Ministério da Defesa, e ainda mantêm interlocução com a área.

A dificuldade para a transição é que, tanto Jaques Wagner quanto Celso Amorim, dois ex-ministros da Defesa, estão no plano de Lula para cuidar do núcleo de relações exteriores. Amorim já está integrado ao núcleo de trabalho e Wagner está em viagem com o presidente eleito.

Aldo Rebelo, também ex-ministro da Defesa, pode integrar a equipe de transição a ser anunciada em breve.

Segundo uma fonte ligada à articulação do futuro governo, mesmo os servidores das áreas identificados com o PT ou às esquerdas preferem ficar distantes da equipe de transição.

Acham, diz a fonte, que, neste contexto político, atuar na administração de Jair Bolsonaro ou na equipe de transição é assumir posicionamento político. Já nomes de fora encontram dificuldades de interlocução com a caserna.