A Comissão de Transparência, Fiscalização e Controle (CTFC) do Senado aprovou na noite de terça-feira (22) um pedido de explicações ao Supremo Tribunal Federal sobre a viagem de cinco ministros da corte aos Estados Unidos, para participar de um evento promovido pelo ex-governador João Doria.
O pedido foi formulado por senadores bolsonaristas, liderados por Eduardo Girão (Podemos-CE). Minutos depois da sessão, o senador foi à tribuna para comentar a aprovação do texto. “O povo brasileiro tem o direito de saber como e quem está pagando essa conta”, disse.
Participaram do Lide Brazil Conference os ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Luis Roberto Barroso e Ricardo Lewandowski. Ao longo de todos os dias, manifestantes liderados pelo blogueiro Allan dos Santos, investigado pelo STF e foragido nos Estados Unidos, protestaram em frente ao local do evento ocorria.
Em várias oportunidades, eles abordaram os ministros na rua– em algumas situações beirando a violência física. Como o Bastidor mostrou, os magistrados sabiam que isso poderia acontecer. Em dado momento, o ministro Barroso se irritou e disse a um dos bolsonaristas: “Perdeu, mané. Não amola”. O vídeo da exaltação viralizou.
A frase irritou os manifestantes e levou à produção de informações falsas no Brasil contra os ministros. Um vídeo falando que a viagem teria sido paga pelo Supremo, com dinheiro público, circulou nas redes sociais.
Em uma curta nota, a corte desmentiu o vídeo e afirmou que a viagem e as hospedagens não foram pagas pelo Supremo. Os ministros viajaram para um evento privado. No entanto, o texto não afirma quem efetivamente arcou com os custos de cada ministro em Nova York.
Daí, o pedido dos senadores, mesmo com o objetivo de tumultuar ainda mais as ruas, sem nenhuma preocupação real com a probidade dos ministros, acaba fazendo sentido.

